Dentro do contexto do livro “Crescer: os três movimentos da vida espiritual” de Henri Nouwen que lemos, é possível reter várias lições além de “isolamento versus solidão”, “hostilidade versus hospitalidade” e “ilusão versus prece”. Esses conceitos podem parecer não muito práticos, às vezes, quando se fala nesses termos. É mais fácil quando a gente confronta entre ficar junto versus ficar só e entre ficar com raiva versus ficar em paz. Ou seja, as duas principais abordagens do livro resumem-se em estar distante versus estar perto, e isto deve ocorrer tanto em relação a mim, como em relação ao outro, quanto em relação à Deus. O que importa então, no fim das contas, é estar perto.
Para estarmos perto precisamos tomar algumas atitudes, ter alguns comportamentos, manter certas diretrizes ou o que se pode chamar de estilo de vida. Sendo assim, na prática, o que podemos fazer, ser, semear ou viver; ou o que realmente estamos fazendo, sendo, semeando ou vivendo? Sim, essa pergunta procede porque estar perto requer um esforço, pressupõe um certo acolhimento, uma certa disponibilidade e uma vontade de aproximar-se. Estar perto pressupõe solicitude, hospitalidade e relacionamento. E então, diante desse desafio, estamos dispostos a estar perto?