domingo, setembro 18, 2011

Desocupado

Aqui na minha terra estar desocupado ou ser um desocupado tem um sentido pejorativo. Isto não é bom... mesmo! Porém, pela primeira fui chamada de desocupada e me sentí bem. Muito bem! Só mesmo alguém muito especial poderia fazer isto comigo, ou com qualquer outra pessoa, e esse alguém é ninguém mais, ninguém menos do que o grande Miguel de Cervantes.
No Prólogo do seu livro "O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha", obra maior da literatura espanhola, ele se refere ao seu leitor carinhosamente com DESOCUPADO LEITOR. E nessa sequencia em que vamos sendo envolvidos por suas palavras e por sua maneira única de descrever sua dificuldade de escrever este mesmo prólogo, vamos nos assentando e nos sentindo parte desse seu mundo, como se estivéssemos nos assentando à mesa para papear e tomar um cafezinho.
Simplesmente FABULOSO!!!

domingo, março 13, 2011

Do lado do Atlântico de Fernando Pessoa

Após estar do lado de lá do Oceano Atlântico, passando pelas praias do Algarve, pelas praias de Cascais e Sintra, bem por cima do enorme Rio Tejo sobre uma ponte gigantescamente bela, por sua desembocadura próxima à Torre de Belém, pelo porto movimentadissimo de embarcações de todos os tamanhos chegando e saindo em  Lisboa, dá para entender um pouco da cultura marítima portuguesa, da obsessão dos portugueses pelo mar e dos poemas de Fernando Pessoa.
Oh, "Mar Português", "Nevoeiro", "Cancioneiro", "Marinha" e outros, como vocês tiveram motivos para serem criados! Como sua beleza retrata a beleza da coragem daquele povo, sentida pelo poeta!

"O Tejo é mais belo que o rio que corre na minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minnha aldeia." Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa)