Muitos de nós desejamos e recomendamos aos outros e a nós mesmos a felicidade. Existem muitas frases populares usadas para isto: “Felicidades!”, geralmente em cumprimentos para noivos; “Seja feliz”, mais usualmente para viajantes; “Deus te faça feliz”, um tipo de benção de pais para seus filhos; e, “Muitas felicidades, muitos anos de vida”, claro, para aniversariantes.
Mas o que é mesmo FELICIDADE?
Sempre achei esse termo um pouco vago, mais ou menos uma desculpa para quem não tinha nada melhor para dizer. Ele está normalmente relacionado à alegria, à contentamento, e alguns comentaristas da Bíblia o relacionam à bem-aventuranças.
Finalmente, encontrei uma definição convincente, a melhor que encontrei até agora sobre felicidade, em uma bibliografia recomendadíssima, leitura indispensável para todo cristão. Com o consentimento do autor, vou dividí-la com vocês:
“A felicidade é um estado de alma, uma condição de se perceber realizado com a vida, um sentimento de paz interior que, ao que tudo indica, nunca se esgota – há sempre um espaço a mais no campo dos sentimentos, que busca ser mais feliz. Por isso a felicidade está presente na consciência em forma de convicções, valores, realizações, mas também no inconsciente, expressa através de desejos, sonhos e esperanças.” Carlos Queiroz em: Ser é o bastante: Felicidade à Luz do Sermão do Monte, pág. 47.
Percebi nesse conceito e no contexto do livro que essa é uma felicidade que faz parte da vida daquele que segue o evangelho. Ser discípulo de Cristo, ser feliz. Estar em Cristo, estar plenamente feliz. Não é alegria de momento, nem estar simplesmente contente, é, independente das circunstâncias, sentir-se felizardo mesmo. É felicidade intrínseca, como indica o salmo 4:7: “Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho”!
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